Eu chorei em Buenos Aires quando pedi pro meu marido fazer uma foto minha num café que eu sempre quis ir. Ele não enquadrou, nem focou do jeito que eu queira, cai no choro.
Eu choro quando minha voz não sai no meio do caos de uma casa comandada por mim.
Eu choro por não saber falar não, e choro quando me dizem não.
Choro quando me sinto sozinha ao perceber que as pessoas " escutam" minhas fotos, e não o que eu falo, talvez por isso eu me expresse mais com a fotografia do que com diálogos, e se tudo continuar assim, até 2020 esterei muda.
Choro por decepções com grandes amigas que hoje são só passado.
Choro quando estou cansada, choro quando percebo que vou explodir de dor de cabeça.
65% do meu corpo é água, por isso transbordo tanto.
Sou uma pessoa que muda de humor e essa mudança é irreversível pelo período de pelo menos 12h.
Não costumo esquecer quando jogam na minha cara meus defeitos, e passo o dia tentando provar pra mim mesma que não sou nada disso.
Se chorar me faz infantil, se chorar me faz mimada, bem que eu gostaria que isso tudo fosse verdade.
Eu nasci protagonista de um filme tipo "Bridget Jones", onde eu passarei meu filme inteiro cuidando de todo mundo e quando surge uma gripe ou uma dor de garganta eu não terei aquele dia livre pra cuidar de mim, ou pra cuidarem de mim.
Passarei o filme inteiro esperando um golpe de sorte, já que trabalhar que nem uma condenada só tem me feito "trabalhar como uma condenada".
Passarei o filme inteiro sobrevivendo e lutando para que minha voz e ideias ecoem nesse mundo(ou nessa casa), com meu jeito e nome de atriz mexicana dramática, que grita muito e que sente demais.
Não se iluda com as minhas fotos solares, eu costumo ser neblina na maior parte do tempo.

Eu choro quando minha voz não sai no meio do caos de uma casa comandada por mim.
Eu choro por não saber falar não, e choro quando me dizem não.
Choro quando me sinto sozinha ao perceber que as pessoas " escutam" minhas fotos, e não o que eu falo, talvez por isso eu me expresse mais com a fotografia do que com diálogos, e se tudo continuar assim, até 2020 esterei muda.
Choro por decepções com grandes amigas que hoje são só passado.
Choro quando estou cansada, choro quando percebo que vou explodir de dor de cabeça.
65% do meu corpo é água, por isso transbordo tanto.
Sou uma pessoa que muda de humor e essa mudança é irreversível pelo período de pelo menos 12h.
Não costumo esquecer quando jogam na minha cara meus defeitos, e passo o dia tentando provar pra mim mesma que não sou nada disso.
Se chorar me faz infantil, se chorar me faz mimada, bem que eu gostaria que isso tudo fosse verdade.
Eu nasci protagonista de um filme tipo "Bridget Jones", onde eu passarei meu filme inteiro cuidando de todo mundo e quando surge uma gripe ou uma dor de garganta eu não terei aquele dia livre pra cuidar de mim, ou pra cuidarem de mim.
Passarei o filme inteiro esperando um golpe de sorte, já que trabalhar que nem uma condenada só tem me feito "trabalhar como uma condenada".
Passarei o filme inteiro sobrevivendo e lutando para que minha voz e ideias ecoem nesse mundo(ou nessa casa), com meu jeito e nome de atriz mexicana dramática, que grita muito e que sente demais.
Não se iluda com as minhas fotos solares, eu costumo ser neblina na maior parte do tempo.







































